Engraçado como os verdadeiros surfistas têm um tom de voz especial. Mais calmo, pausado, como se estivessem sempre em velocidade de cruzeiro. Os momentos de aceleração, passam-nos na água. A seco, sentem-se como peixes.
Gerry Lopez e Jock Sutherland estiveram entre os que desbravaram a melhor onda do mundo. Partilharam os primeiros drops em Pipe, estavam na água quando escolheram o nome para o pico, quando descobriram a magia dos duck dives, dos chops e até sabem como é encontrar o célebre line up havaiano vazio e a areia livre de fotógrafos.
A lista de heróis é extensa, mas há dois rapazes que merecem um destaque especial. Estavam entre os primeiros a chamar à atenção em Pipe, mas não usam prancha e quando queriam boleia usavam pequenas tábuas de madeira. Ben Severson e Mike Stewart .
I
II
III
IV
V
VI
Bons tubos
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
O surfista da década
A Transworld surfing elegeu o Dane Reynolds como o surfista da década. Será verdade ou estará só a Quicksilver a tentar inventar a próxima estrela?
Que o rapaz parece um cavalo a surfar, parece ...
Bons Tubos
Que o rapaz parece um cavalo a surfar, parece ...
Bons Tubos
domingo, 11 de janeiro de 2009
Imortalidade
Parece que não é fácil ter direito a uma boa onda. Que é preciso ir subindo na cadeia alimentar para chegar perto do pico. Parece que os locais, são os mais perigosos do Mundo. Uma onda perfeita em Pipeline, garante a importalidade.
Bons Tubos
Bons Tubos
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Em homenagem
Uma prenda de ano novo para o meu companheiro de blog e o seu pedaço de PP novo.
Season 1 Episode 1 Segment 4 from HI SURVEILLANCE on Vimeo.
Season 1 Episode 1 Segment 4 from HI SURVEILLANCE on Vimeo.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
A Gula, a Massificação e outros demónios ...
A sequência é invariavelmente a mesma. Drop, puxão no rail, pernas cravadas e o pescoço inclinado. A seguir, basta esperar que a onda nos cubra e nos deixe aproveitar a boleia do seu cilindro. O tempo de permanência depende de duas variáveis: da disposição da onda e o talento do bodyboarder. Eu padeço de um pecado capital: a Gula. Sempre que me encaixo, não quero sair, prendo-me com unhas e dentes à parede da onda e acabo, invariavelmente, por ser arremessado para locais bem menos agradáveis que o cilindro azul.
Ver o lip estalar ao nosso lado, ver a luz (literalmente) ao fundo do túnel e ouvir o rosnar da onda à nossa volta são sensações que marcam quem já as experimentou. Ser amassado por um cilindro dos Super, da Naza ou de Carcavelos, pode não ser a melhor sensação do Mundo. Ser lançado over the falls, também não é melhor, mas vale a pena.
No Mundo das Ondas, a Gula é um pecado capital. Nos tubos, os grandes sabem sempre quando chega a altura de dizer basta e apontar à porta de saída. No line up, os grandes também sabem partilhar e a regra, a da partilha, tem de ser mesma. Deixar o parceiro do lado fazer a onda que o pode leve a um dos cilindros mágicos é, garanto-vos, um comportamento gratificante. Um grande surfista, diverte-se quando no canal vê um irmão sacar um tubo, quando os ouve gritar de contentamento ou quando os vê sacar uma manobra inédita. O surf é uma experiência para ser partilhada. O contacto com a natureza dá humildade, coloca o Mundo do betão em perspectiva e ainda nos ensina o valor de ter companhia nos momentos decisivos – e vocês, seus Locals Mauzões, gostavam de estar sozinhos, por exemplo, com a Cave a bombar uns três metros de onda em cima da pedra?. Se as regras dos grandes surfistas se MASSIFICASSEM, o Mundo só tinha a ganhar.
Bons Tubos
Ver o lip estalar ao nosso lado, ver a luz (literalmente) ao fundo do túnel e ouvir o rosnar da onda à nossa volta são sensações que marcam quem já as experimentou. Ser amassado por um cilindro dos Super, da Naza ou de Carcavelos, pode não ser a melhor sensação do Mundo. Ser lançado over the falls, também não é melhor, mas vale a pena.
No Mundo das Ondas, a Gula é um pecado capital. Nos tubos, os grandes sabem sempre quando chega a altura de dizer basta e apontar à porta de saída. No line up, os grandes também sabem partilhar e a regra, a da partilha, tem de ser mesma. Deixar o parceiro do lado fazer a onda que o pode leve a um dos cilindros mágicos é, garanto-vos, um comportamento gratificante. Um grande surfista, diverte-se quando no canal vê um irmão sacar um tubo, quando os ouve gritar de contentamento ou quando os vê sacar uma manobra inédita. O surf é uma experiência para ser partilhada. O contacto com a natureza dá humildade, coloca o Mundo do betão em perspectiva e ainda nos ensina o valor de ter companhia nos momentos decisivos – e vocês, seus Locals Mauzões, gostavam de estar sozinhos, por exemplo, com a Cave a bombar uns três metros de onda em cima da pedra?. Se as regras dos grandes surfistas se MASSIFICASSEM, o Mundo só tinha a ganhar.
Bons Tubos
Ainda sobre filmes, massificação e outros disparates
"I grew up watching vids and now it's me on the vids getting people out"
Há uma lição a tirar do discurso de Hardy. Não que o profissional de surf ou bodyboard típicos sejam filósofos de primeira, nada disso. Mas quando um tipo como Ryan Hardy, talvez o melhor bodyboarder da actualidade (não vamos aqui discutir isto) diz que gosta de saber que motiva mais gente a ir para o mar...
Eu gosto de surfar. Não, eu amo surfar. Amo o mar da maneira como se pode amar uma força da natureza: numa medida igual de amor, medo, respeito e inspiração. Já tive alguma conversas incidentais ao sair da água após uma daquelas surfadas em que eu e um parceiro de ondas constatamos que ficamos lá fora mais um par de horas do que tinhamos prometido às nossas companheiras, amigos, e outras âncoras.
E a conversa termina invariavelmente com um encolher de ombros: "Se eles (elas) percebessem..."
E depois dou comigo a pensar como é que é possível que haja pessoas que passem por este mundo sem saber o que é descer uma onda?
É por isso que me deixa sempre perplexo a conversa de alguns iluminados acerca da "massificação" dos desportos de ondas e da banalização do acto de surfar. Como é que raio se banaliza o mar?
E massificação? Que raio, mas estamos a falar do quê? Produção de refrigerantes?
Como seria bom que toda a gente pudesse passar por este mundo a saber o que era estar "lá fora".
É que me aflige que haja quem não saiba. Porque há coisas que devem ser "massificadas" como o pão, o amor...e as ondas.
Porque a casa de Deus só pode ser num tubo.
Desarrumado
Há dias em que o mar está zangado, como gosta de dizer um amigo. Outros em que está apenas desarrumado. Desarrumado e grande. Aqueles dias em que não está disposto a brincar com os insectos que se aventuram no seu gigantesco, cinzento, líquido, massivo corpo.
Há dias em que fazer uma onda é um triunfo. Aquelas manhãs em que andamos lá dentro, enleados em espuma e ondas que partem para todo o lado ao mesmo tempo. Dias em que remamos muito mais do que surfamos, dias em que ficamos pendurados no lip sem caminho para nos atirarmos.
Pois é, há mesmo dias em que fazer uma onda, encontrar uma jóia no meio da confusão é um triunfo. Hoje triunfei...mas saí com fome de mais.
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