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terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

A sorte de Gastão




Depois de ter arrumado Dallas Singer com um 9,43 (!) em Pipe, Gastão Entrudo vai agora ter pela frente os "freaks" Ben Player e Ryan Hardy, mais o maluco australiano de NSW, Garth McGregor (o homem deixou o Rawlins em segundo na ronda anterior, não quer dizer que seja melhor mas é um bom cartão de visita...)

E agora Gastão?...

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Paliativo

Enquanto o site oficial não bomba, uma ajudinha

http://www.ustream.tv/channel/480066

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Ok, esta tenho de ver...

Para o caso de o inglês do caro leitor não ser suficiente, ou para a muito provável possibilidade de pensar que "c**** estou a ler mal isto, preciso de voltar às aulas de inglês", a verdade é que não estão a ler mal não senhor: Jamie O'Brien, de quem já disse que anda de quilhas como se andasse de esponja, vai participar no arranque do Mundial IBA, em Pipe.

Sim, esse Jamie O'Brien. Pois. Não, não estou maluco nem é 1 de Abril. Em todos os casos, é melhor lerem isto.

E sim, já percebi de onde é que este rapaz tirou as ideias parvas dos Rodeo flip. A mim nunca me enganou, é um ARS mas em pé!

O homem é um bodyboarder, só que decidiu andar com quilhas. Mais uma vez, fica provado: um surfista é um surfista com "S" grande. Vá deitado, em pé ou de cú!

Um grande bem haja para o senhor O'Brien

In one of the most extraordinary twists in modern Pro surfing, Pipeline local Jamie O’Brien has been granted a start in the seeded rounds of the Turbo Bodyboards Pipeline Pro.

This is the first event on the International Bodyboarding Association Men’s World Tour for 2009 and carries a Grand Slam status as well as double points towards the championship.

International General Manager of the IBA Terry McKenna says that O’Brien started his surfing career on a bodyboard as a kid before making the transition to fibreglass.

“Apparently Jamie was into it when he was younger and still feels keen enough about it to have a start in the event. Word on the street is that he can still hold his rail in and ride deep in the barrel at Pipe, so it will be amazing to watch ” said McKenna.

“Jamie is one of the most innovative surfers in the world and an astounding waterman so I would not put it past him to blow some minds at his home break.”

“I can only imagine that this will be one of the most highly anticipated heats of the year and watched by everyone in the surfing community. It’s a bold move and a first for the IBA ” said McKenna.

Jamie O’Brien had a different sort of sandpit to play in as a child. His backyard was Pipeline and no one knows this break better than him. This is supported by the fact that he was the youngest surfer to ever win the Pipeline Masters ASP event and recently won the backdoor shootout.

O’Brien will be seeded into the rounds 33-80 in a field of 144.

The waiting period begins on Feb 17th and continues till Feb 27th with the best three days being used for competition

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Viva o Apartheid






Texto retirado do site da IBA: ww.ibaworldtour.com

Bodyboarding: no longer part of the ISA World Surfing Games

Beginning with this year’s edition, the International Surfing Association announced that the Bodyboard divisions will no longer be part of the disciplines within the World Surfing Games.
Starting in 2009 the teams that participate in the ISA World Surfing Games will included the following athletes
-4 Open Men
-2 Open Women
-2 Longboarders Men
The teams, that used to include up to 10 competitors, now will have eight, making it easier for the different federations to finance their team’s traveling expenses.
As seen, in the 2009 Billabong ISA World Surfing Games that will take place in Costa Rica next August, teams will no longer include bodyboarders but will increase from one longboarder to two longboarders.
ISA’s objective when making this decision was to concentrate all efforts on the different surfriding disciplines in existence today. Therefore, an exclusive Bodyboard world championship is being planned, giving this discipline a more visible profile.
ISA President, Fernando Aguerre, commented on the team changes for the next ISA World Surfing Games: “The ISA decided to provide separate events for both stand up surfers and bodyboarders in order to provide the most appropriate waves and judging resources specific to each sport.”

PS: Era lógico e previsível para quem tenha estado atento as ISA Games da Caparica. Vida longa às quilhas!
Cheira-me que se acabaram as medalhas portuguesas nos ISA Games...

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Ainda sobre filmes, massificação e outros disparates




"I grew up watching vids and now it's me on the vids getting people out"

Há uma lição a tirar do discurso de Hardy. Não que o profissional de surf ou bodyboard típicos sejam filósofos de primeira, nada disso. Mas quando um tipo como Ryan Hardy, talvez o melhor bodyboarder da actualidade (não vamos aqui discutir isto) diz que gosta de saber que motiva mais gente a ir para o mar...

Eu gosto de surfar. Não, eu amo surfar. Amo o mar da maneira como se pode amar uma força da natureza: numa medida igual de amor, medo, respeito e inspiração. Já tive alguma conversas incidentais ao sair da água após uma daquelas surfadas em que eu e um parceiro de ondas constatamos que ficamos lá fora mais um par de horas do que tinhamos prometido às nossas companheiras, amigos, e outras âncoras.

E a conversa termina invariavelmente com um encolher de ombros: "Se eles (elas) percebessem..."

E depois dou comigo a pensar como é que é possível que haja pessoas que passem por este mundo sem saber o que é descer uma onda?

É por isso que me deixa sempre perplexo a conversa de alguns iluminados acerca da "massificação" dos desportos de ondas e da banalização do acto de surfar. Como é que raio se banaliza o mar?

E massificação? Que raio, mas estamos a falar do quê? Produção de refrigerantes?

Como seria bom que toda a gente pudesse passar por este mundo a saber o que era estar "lá fora".

É que me aflige que haja quem não saiba. Porque há coisas que devem ser "massificadas" como o pão, o amor...e as ondas.

Porque a casa de Deus só pode ser num tubo.

Desarrumado




Há dias em que o mar está zangado, como gosta de dizer um amigo. Outros em que está apenas desarrumado. Desarrumado e grande. Aqueles dias em que não está disposto a brincar com os insectos que se aventuram no seu gigantesco, cinzento, líquido, massivo corpo.

Há dias em que fazer uma onda é um triunfo. Aquelas manhãs em que andamos lá dentro, enleados em espuma e ondas que partem para todo o lado ao mesmo tempo. Dias em que remamos muito mais do que surfamos, dias em que ficamos pendurados no lip sem caminho para nos atirarmos.

Pois é, há mesmo dias em que fazer uma onda, encontrar uma jóia no meio da confusão é um triunfo. Hoje triunfei...mas saí com fome de mais.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Ignorância televisiva



Acordei cedo para surfar, consultei os sites do costume e...sofá. Acendo a televisão na tentativa de embrutecer e esquecer a merda do vento Oeste que só dá naquele sítio que a gente sabe, aquele que fica demasiado longe para uma matinal em dia de trabalho, quando, na RTP N...imagens de surf?

Um pivot começa a balbuciar sobre uma competição (o O'Neill world cup em Sunset) no Havai com (e aí ia desmaiando), ondas de 10 METROS. Ora, a ajudar ao absurdo, via-se um surfista a negociar uma vaga que teria aí uns 3 metros. Mas, lá está, 10 é um número mais redondo e tal...

A estupidez continuou com o coitado a ler no teleponto um texto que um qualquer estagiário teria vergonha de escrever, sobre a tal competição em que "dois irmãos californianos tiveram as melhores notas", assim, sem nomes nem nada. Para não falar na omissão do Tiago Pires, o Ruben Gonzalez e o Marlon Lipke.

Ah, e pasme-se, "as ondas eram tão grandes que houve quem partisse a prancha". Ai, ai, coitadinhos.

Mas afinal, o que interessava eram as ondas de 10 metros. Ora, quem aposta que foi uma tradução de 10 feet para 10 metros? Vá, quem?

E o que me lixa é que são os meus impostos que pagam a incompetência destes gajos.

Nota: a imagem em anexo é de uma dessas ondas de "10 METROS"

Do carapau e outros peixes

O meu favorito, bipolar, tripolar ou extrapolar


2many secrets ep02: ryan HARDY from RIRAW prod on Vimeo.

PS: Tanto este como o MR foram de vela na primeira eliminatória que disputaram no Confital. Pouca motivação, marcação dos menos cotados mas mais esfomeados competidores? Não é por surfarem mal de certeza...

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Deambulações pelo planeta Água

Corre aí no ar uma proposta indecente para ir surfar às Maldivas. Como bodyboarder ainda relativamente inexperiente, confesso que tenho algumas dúvidas. Mas parece-me que esta viagem, a acontecer, serviria para encerrar um capítulo na minha vida e abrir outro. Qualquer coisa como um rito de passagem para uma idade adulta que há muito reclama a minha presença.

Entretanto, fiz uma busca no obrigatório youtube por "bodyboard+Maldives" e apareceu-me esta jóia. Pelo que ouvi falar dos roteiros surfísticos deste planeta (que se devia chamar Água e não Terra, por razões evidentes), isto parece-me mais Indonésia que Maldivas...mas não resisto a mostrar como é que esta coisa de deslizar nas ondas com um pedaço de espuma e plástico laminado deve ser feita.

Boas Ondas (esta flatada não pode durar muito mais...)

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Locais e outros ignorantes

Começo por dizer que o mérito não é meu, mas creio que o meu amigo Cocas não se importa que partilhe este saboroso pedaço de humor. Porque há coisas que são tão ridículas que se prestam mesmo a isto.

Riam alto

sábado, 27 de setembro de 2008

Há sempre mais uma onda




Para os leitores deste espaço que ainda não perceberam sou aquilo que o meu amigo XXX (Cocas aqui neste fórum) chama, entre outras coisas menos afectuosas, um "rookie".

É que ao contrário do meu amigo, não tive a sorte de ter "Paitrocínio" para comprar material quando, aos 15 anos, me apaixonei pela primeira vez pelo bodyboard, nem casa perto da praia.

É certo que lutei como pude para arranjar o dinheiro. Dois Verões a ser explorado numa padaria a receber pouco mais que metade do ordenado mínimo nacional sem horas extraordinárias (e se as fazia). Ora, estamos a falar de uma pré-hostória em que o ordenado mínimo nacional era à volta de quarenta e poucos contos e já havia pranchas a 50 contos (BZ Diamond). A clássica Mach 7 era qualquer coisa como 30 contos. (Tradução 250 e 150 euros, respectivamente). Ah, e pés de pato eram os Churchill Makapuu e os Redley. A 12 contos e oito contos respectivamente (60 e 40 euros...)

Contas feitas, nunca consegui reunir o material. E passados dois anos, desisti. Não tinha carro, não tinha companhia para ir para praia...enfim, desculpas, mas a verdade é que para paixão de adolescência dois anos não é prazo que se possa desprezar.

Foi preciso esperar 15 anos e um acidente para reencontrar o bodyboard. Tudo por causa de um estagiário tímido e despistado, acabadinho de sair da faculdade que tentava dar os primeiros passos na profissão do pai, e logo no meu pasquim.

Um dia, puxei o puto para o lado, expliquei-lhe uma ou duas coisas acerca de como funcionava aquele manicómio e mais alguns truques. No fim, ficámos amigos. Mas o que selou a amizade foi uma conversa em que ele me disse que fazia bodyboard.

Aquilo fez soar uma campainha que estava enterrada lá no fundo. Bodyboard? Ai é? Muita coisa tinha mudado naqueles 15 anos. Já tinha carro, dinheiro, e agora até tinha um "professor".

Entrei por uma loja adentro, a pior possível (pista: tem o nome de uma célebre região de ondas portuguesa) e de uma vez comprei todo o pior material possível. Mas estava feito.

De repente, estava em Peniche, onde o meu amigo tinha casa, e estava na água a realizar o meu sonho de puto.

Agora, preparo-me para varar o meu terceiro Inverno. Aprendi a fazer uns 360º manhosos e já consegui bater um par de vezes com categoria num lip. Ainda sou um bocado marrequeiro (ainda não passei de metro e meio em São João da Caparica) mas já sei que nunca mais vou largar "isto". Talvez daqui a uns anos tenha de aprender a surfar em longboard, mas as ondas, essas, nunca mais as vou largar.

Agora, daqui a umas horas, preparo-me para outra estreia: mais uma vez, pela mão do meu amigo vou surfar na Praia do Norte. Já lá estive um par de vezes como espectador, uma delas naquele épico Special Edition do ano passado. Amanhã, como marrequeiro que sou, espero fazer umas de metro e ficar feliz. Afinal, metro na Praia do Norte deve estar, esperemos, no meu limite...

Encontrei um pedaço da minha adolescência e estou cheio de vida, viciado no mar e neste fantástico desporto. E tudo graças ao meu amigo. Bendita a hora em que o puxei para o lado para lhe ensinar como se sobrevivia naquele pasquim. Em troca, ele deu-me um mundo e um irmão.

Enfim, lamechices à parte, desejem-me sorte para daqui a bocado. Afinal, vou escrever mais um capítulo desta história.

domingo, 21 de setembro de 2008

Limites II

O meu companheiro de ondas e blogue veio discutir a minha opção pelo Mitch Rawlins quando se fala de gajos a explorar ondas novas e alargar os limites do surfável. Ok, sem mais palavras, deixo este documento.

PS: Podem usar vernáculo nos comentários :)

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Limites

A propósito de uma conversa que tive neste espaço sobre diferentes abordagens ao bodyboard e a possibilidade que as nossas pranchas de espuma têm na exploração dos limites da onda em toda a sua tridimensionalidade (fora, dentro e acima) estive a pensar em alguns dos homens que transformaram o desporto "das rodinhas" como diz o meu companheiro de ondas e de blog, Cocas. Os nomes de Sean Virtue, Brendon Newton, Mike Stewart (claro) vieram-me à memória. E depois, lembrei-me de outro rapaz. Vejam lá se conhecem.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Um bom surfista...

"Um bom surfista tem de saber lidar com todas as condições"


(Ben Player sobre o Mundial da Praia Grande in Record)

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Por falar em espírito...

O meu amigo Cocas passa a vida a dizer-me que não tenho alma a surfar. Não sei. Mas se querem uma lição do que é isso, então é simples: copiem este url para os vossos browsers. Não vão ver Teahupoo com 4 metros nem gajos a mandar 720º aéreos nem Rodeos. Não, é algo muito mais radical, prometo.


http://www.wetsand.com/article.asp?locationid=7&resourceid=12703&ProdId=0&CatId=2326&TabID=2326&SubTabID=0

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Espírito Olímpico e não só




"As minhas pernas estavam a pedir caminha" é a frase que mais me fez rir e indignar nos últimos dias. Tudo ao mesmo tempo.

Depois, ouvi Vanessa denunciar o óbvio, que houve quem fosse a Pequim passear.

E, por último, um Gustavo Lima amargurado, dizer que não estava para "ler na internet" que estava a gastar o dinheiro dos contribuintes. E que não era assim que se motivavam os atletas.

Uma sugestão: elevem o bodyboard a modalidade olímpica.

Ok, agora a sério: O desporto de alta-competição não é fácil, requer esforço, dedicação.

Mas eu pergunto, usando um exemplo que conhecemos: nós que madrugamos, arrastamo-nos até à praia para, se tivermos sorte, vestir um fato frio e molhado (sinal que temos tido muitas ondas), para nos metermos num mar que, no caso de alguns "doidos" pode muito bem ser fatal (esta é para o porkito, Faustino, Jesus e outros malucos...) Não conhecemos esses conceitos "estranhos" do esforço e dedicação?

Ah, não é comparável. Mas é. Porque estes e outros malucos, com pranchas grandes, pequenas, com e sem quilhas, fazem tudo por ondas?
Não precisam de que os "motivem", e os que ganham algum dinheiro com a sua paixão (são tão poucos) ganham tanto ou tão pouco que não podem pensar em viver das ondas (as excepções são tão poucas e tão remediadas...).

Então imaginem se os desportos de ondas fossem olímpicos. Acham que íamos ouvir o o Centeno, o Silvano, o Pinheiro, o Saca, a Sousa e a Pires queixarem-se de falta de motivação e apoio?

Não, pois não? E eu digo porquê: porque AMAM o que fazem e têm de sobra o que parece faltar no desporto dito de alta-competição. Têm espírito. O tal, o olímpico.

Sabem que mais? O Barão de Coubertin, se fosse vivo nos nossos dias, andava a apanhar umas...

sábado, 9 de agosto de 2008

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Sou preto, judeu e homossexual. Sou bodyboarder.




Toda a minha vida tive uma posição hostil mas distanciada relativamente ao racismo. Repudiava o conceito mas não o entendia. Não tinha razões para isso: era branco, católico, classe média, heterossexual...enfim, felizmente nunca senti na pele qualquer tipo de discriminação.

Detestava o racismo porque me parecia um conceito disparatado aquele de avaliar as pessoas pela cor da pele. Não digo que sempre fui bacteriologicamente puro ao mesmo, não sou hipócrita e fui criado no Portugal pós-guerra colonial com tudo o que isso implica. Mas desde que me lembro de toar uma posição intelectual a esse respeito, sou contra. Visceralmente contra.

Mas só desde que me dediquei ao bodyboard é que percebo o que é isso da discriminação. Não me arrogo de o conhecer como um negro ou um homossexual, mas parece que, a algumas pessoas, o facto de descer ondas mais ou menos deitado numa prancha curta e sem quilhas os repugna e os ajuda a fazer um juízo de valor sobre mim.

Aqueles de vós que pertencem aos felizardos que sabem o que é isto de surfar uma onda, sabem perfeitamente do que estou falar. Mas para aqueles que estão de fora deste mundo líquido e pensam, como eu pensava, que isto éum fenómeno mais ou menos localizado e marginal, tenho uma notícia para vos dar: não é.

A coisa está de tal forma enraízada na mente de alguns, que encontra eco no melhor surfista (com quilhas) de sempre em Portugal e que, inclusivé, não tem pejo de o divulgar num dos jornais de maior tiragem do país. Um acto irreflectido de um jovem que surfa muito bem mas que, até por começado a descobrir as ondas numa bodyboard, não o favorece.

Mas após um dia ou dois de irritação, ignorei a tal entrevista. Não interessa que tenha passado meses a ouvir a mesma conversa nas praias deste país. No meio de muita ignorânci até ouvi sinais de esperança, de pessoas que, independentemete do veículo de ondas que usavam, repudiavam aquele "disparate". Que raio, mais ou menos na mesma altura, Kelly Slater, provavelmente, o melhor surfista de todos os tempos elogiou o bodyboard...

Mas, repito, não tenho nada contra o rapaz que "Sacou" aquelas declarações sobre "patinhos". Ninguém é perfeito e não é por o Cristiano Ronaldo ser um puto semi-analfabeto que vou deixar de aplaudi-lo por fazer o que ele faz melhor. O mesmo se passa com esse surfista, o único português no top-45 da ASP.

Também não me chateio com colegas e amigos que, por desconhecimento, me perguntam coisas como: "Mas isso do bodyboard é mais fácil, não é?" ou o brilhante "Isso não é só em ondas pequenas?" ou então o inacreditável "Pensava que era para os putos que estão a aprender a fazer surf..."

Não, não me chateio. Agora, leva-me à loucura ouvir uma reportagem na cadeia de televisão financiada pelos meus impostos em que a repórter, que sei que até já trabalhou, em tempos, para uma empresa promotora de campeonatos de surf, dizer qualquer coisa como "Tiago Pires só perdeu o medo do mar quando largou a prancha de bodyboard" (???!!!)

Porra, nunca tinha sentido na pele o que é isto do racismo, mas acho que só na Alemanha nazi se podia observar certas mensagem discriminatórias espalhadas pelos meios de comunicação do Estado. Se a repórter tivesse dito que "Os negros e os judeus não são humanos" o país tinha (espero) urrado de indignação. Felizmente, como estamos a falar de coisas bem mais comezinhas, isto passou tranquilamente.

Mas, com tudo isto, e como não penso largar a minha prancha de bodyboard para "deixar de ter medo do mar", acho que vou continuar mais ou menos negro, judeu e homossexual.

Já vos tinha dito...?

Correndo o risco de soar repetitivo ao dizer que o Mundial de Arica está a decorrer, deixo Mike Stewart, Hubb, Rawlins, Pinheiro, Jesus, McCarthy, Tâmega e cia. falar por mim

Enjoy


Arica Chilean Challenge - Tag Team Challenge from Rhyees W on Vimeo.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Os tubarões




A nata do bodyboard mundial está em Shark Island. A mais emocionante onda do circuito (Pipeline este ano não foi brilhante) é o prémio mais apetecido do momento e os pros estão a puxar dos galões. Basta atentar ao alinhamento dos quartos de final...

Baterias dos ¼ de Final :

Heat 1
Guilherme Tamega
Jonathan Vega
Oliver Herrera
Pierre Louis Costes

Heat 2
Mark McCarthy
Airam Cabrera
Ryan Hardy
Amaury Laverhne

Heat 3
John Showell
Mike Stewart
Christian Riguccini
Magno Oliveira

Heat 4
Mitch Rawlins
Max Arent
Dallas Singer
Ben Player

Todos grupos fortíssimos mas o quarto grupo é, realmente, um "grupo da morte". Só é pena que não haja portugueses. Mas, repito, vai ser uma prova do caraças!